Perfumes árabes ganham mercado no Brasil, e o Boticário faz investimento recorde
Notícia
Os perfumes de marcas árabes, com notas de baunilha, âmbar e especiarias e frascos elaborados, conquistaram espaço no Brasil com preços próximos aos das marcas nacionais. Segundo a consultoria Circana, as vendas cresceram 308% em 2025 e mais 63% entre janeiro e julho de 2026. O preço médio fica em torno de R$ 250, perto do das marcas brasileiras tradicionais e bem abaixo dos R$ 660 das grifes internacionais de prestígio. Hoje há cerca de 35 marcas árabes operando no país.
O Grupo Boticário respondeu com o maior investimento da sua história em um único perfume: o Hadiya, de inspiração árabe, lançado no fim de 2025, recebeu um aporte 50% acima da média dos lançamentos do grupo. A empresa projeta crescer 300% no portfólio desse estilo em 2026, e a Eudora, outra marca do grupo, emplacou o Diva Suprema, com notas de açafrão. Entre as recém-chegadas, a Mawwal, criada em Dubai, aposta na venda por consultoras, já soma 26 mil vendedoras e faturou R$ 66 milhões no Brasil de janeiro a agosto.
O crescimento também atraiu a importação irregular. Em setembro, a Operação Perfume de Mulher, da Receita Federal e do Ministério Público, apreendeu cerca de R$ 25 milhões em perfumes árabes que entravam pela fronteira com o Paraguai sem pagar impostos e eram vendidos pelas redes sociais e por marketplaces. Segundo a investigação, o grupo movimentou pelo menos R$ 386 milhões entre 2024 e 2026.
Fonte: UOL Economia, reportagem de Letícia Toledo publicada em 24 de outubro de 2026. Leia a notícia original no UOL.